segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Memórias de um Louco


Meia noite o sol brilhava no horizonte. Um negro careca penteava seus lindos cabelos loiros contemplando a beleza feia da natureza.
A sua direita, do lado esquerdo, um cego lia um jornal sem letras e de ponta cabeça. Atrás de sua frente um jacaré voava devagar em alta velocidade.
Logo depois, um pouco antes, um elefante descansava na sombra de um pé de cenoura.
A esquerda da sua frente, um mudo gritava bem baixo: ”o mundo é uma bola quadrada que navega na onda de um lago sem água.”
Alguém sentado em uma pedra mole de madeira, calado, dizia: “prefiro mil vezes morrer a perder a vida!”
Longe dali, bem perto, num bosque sem árvores, pastavam alguns passarinhos, e, as vacas pulavam de galho em galho a procura de seus ninhos.
Um cego dizia calado a um paralítico que corria bastante: “é melhor ser cego do que não ver nada!”
Mas adiante, um pouco atrás, um surdo escutou as minhas recentes gravações do ano passado.
Enquanto isso, um pouco antes, um pintor pintava um lindo quadro, tão feio que até o cego enxergava direitinho!


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Keyword



Palavras. Meramente ilustrativas.

Ultimamente tenho convivido com uma criança que está a me ensinar que palavras são meramente ilustrativas. Esta doce criança, foi desprovida da fala e pouco escuta.

Entretanto, comunica-se mais do que todos nós!

Através de Libras? Você me pergunta.

Pode-se dizer que sim. Mas essas ‘libras’ também são denominadas gestos universais. E não precisamos de um curso específico para entendê-los.

Através de seu olhar percebemos suas emoções. E pelos gestos, ele informa suas proezas em um divertido dia de aula.

Seu sorriso demonstra a felicidade de sentir-se em paz, de poder correr e brincar com outras crianças, de ter um tratamento que lhe permita evoluir os sentidos. Não que isso se faça necessário, pois ele conquistou sua autonomia. Ninguém há de vir falar que ele não tem a capacidade de ficar entre crianças denominadas normais. Pois ele, a cada dia, demonstra-se mais normal do que cada um de nós.

E, a sua maneira, ele se faz entender perfeitamente.

Eis uma das palavras-chave da vida:

- O silêncio.

Pois através dele... Podemos dizer qualquer coisa.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Amor jamais acabará!



Mesmo sendo pequenina, sem cortinas e sem cor.
Esta casa vai ser linda, se o amor for o construtor.
Não será um palacete, nem será uma mansão.
 Esta casa pequenina, é o vosso coração!
<3



...Na alegria e na tristeza,
Na saúde e na doença,
Na riqueza e na pobreza.
Amando-te,
Respeitando-te,
Por todos os dias de nossas vidas!




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Natureza de Cada Um.





Um escorpião necessitava chegar ao outro lado do lago, não vendo jeito,avistou um sapo.
Aproximou-se do mesmo e o indagou:

_ Senhor Sapo, poderia por gentileza levar-me, até o outro lado do lago, em cima de suas costas?
O sapo, um tanto desconfiado, respondeu com uma pergunta:
_ E se eu o leva-se, como saberei que não irá me picar?          
Astuto e pronto o escorpião responde:
_ Como poderia fazer tal coisa em meio ao lago? Morreríamos afogados os dois!

Percebendo que, de certo modo, havia veracidade e lógica no conceito do escorpião, o sapo se pôs a levá-lo até o outro lado do lago.

De nada surpreendente, chegando a beira do lago, já do outro lado, o escorpião não se conteve e pico o velho sapo.
Já desgastado e sem reação, o sapo perguntou:
_ Por que você me picou?
Certo do que fizera, respondeu o escorpião:
_ Não pude me controlar, é de minha natureza!!!

...

Algum tempo depois, no mesmo lago, o escorpião necessitava atravessar de volta, avistou o sapo e indagou:

_ Desculpe incomodá-lo senhor Sapo, poderia por gentileza, levar-me ao outro lado?
Conhecedor desta história, o sapo respondeu com uma pergunta:
_ Se eu leva-lo como saberei que não irá me picar?
O Escorpião:
 _ E como poderia? Caso o faça morreremos os dois em meio ao lago.

Prontificou-se então o sapo a levar o escorpião em suas costas, mas como de esperado, aproximando se do outro lado, o escorpião enfiou seu veneno em uma profunda picada no sapo, retirando seu folego, restando ao sapo um último sopro...

Envergonhado, desta vez quem perguntou foi o escorpião:
_ Se sabias que eu iria picá-lo, por que, me ajudou?

Em seu último coaxar, no pôr do sol do lago, naquele dia respondeu o sapo:
_ Desculpe, não pude me controlar, é minha natureza...




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Você é...



Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Caraguá, Maresias, Prainha Branca, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com sua mãe, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo os que mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que têm, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ganhar a Vida





Resolvi escrever sobre as pessoas que ‘ganham sua vida’ com um trabalho honesto. E sempre antes de começar a dissertar, procuro me informar sobre o assunto.
Então coloquei na caixa de pesquisas do Google: “Ganhar a Vida”.

Os resultados da pesquisa?

- ‘Como ganhar dinheiro na net’
-‘Renda extra’
-‘É possível ganhar a vida sem vender a alma?’

(...)

Fiquei embasbacada com a distorção dos conceitos!

A meu ver, as pessoas que, de fato, ganham suas vidas, são aquelas que superam grandes traumas, são aqueles pais de família que trabalham de sol a sol para colocar comida na mesa, e, fazem questão que seus filhos conquistem um futuro melhor que o deles.

Ganham, sim, a vida, aqueles não têm medo de lutar pelo seu sonho.  Entretanto, mais dignos dela, são aqueles que desistem de seus anseios em prol do sustento de sua família.

Um artista de rua ganha sua vida ao ver o público gostar da sua arte. Um voluntário ganha sua vida ao ver o sorriso das crianças ao ganharem alguns brinquedos usados. Uma mãe ganha sua vida ao ver seu filho crescer.

Não. Ninguém ganha a vida com dinheiro fácil, uma renda extra ou ‘vendendo sua alma’.

Queira um bom status, deseje um futuro melhor. Mas saiba o que fazer com ele!
Ganhamos nossa vida a cada manhã, a cada novo recomeço chamado ‘dia’, a cada novo amigo, a cada elogio, a cada crítica construtiva, a cada ‘eu posso melhorar’.

Vá, pois. E ganhe sua vida!

#pensandoEmVozAlta.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ensinamentos de Mãe.



Se algum dia eu tiver uma filha, vou ensina-la que príncipes encantados existem sim! Mas não como nos livros ou nos contos de fadas. O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes não tem um cavalo branco, ou até um carro, mas isso não importa. Ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você.
O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas, roupas de gala, pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoa-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil, e tratá-la com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa.
Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil... Alguns sapos se disfarçam para enganar a princesinha. Ela se decepcionará, terá o coração partido muitas vezes, pensará que jamais poderá juntar os pedacinhos... Mas quando encontrar o verdadeiro príncipe, saberá. Pois ele a fará sentir-se como uma verdadeira princesa.
 E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe, de pai.


Ser Mulher





Eu sou feita de carne, osso, curvas, sangue, desejos e vontades, sonhos, amores... de fases e ciclos. Sou o movimento de ser... ser simplesmente eu. 
Sou feita de agua, de ar, fogo e terra, sou a noite e também o dia, amo profundamente mas não provoque o meu o outro lado, que ele existe e é tão poderoso quanto meu amor.
Tenho mil nomes, muitas faces e infinitas possibilidades, quando me vejo em cada mulher, em cada fêmea, em cada quadril, a cada ventre que cria e re-cria sua história todo mês, em rubro e rosa.

Movimento da vida, movimento da morte, o ciclo do renascimento. Giros e rodopios, ondulações, movimentos que trazem o equílibrio traduzindo o Amor em nossos corpos... Verto-me em prazer. Êxtase...

Bolinhas de sabão, brincar na lama, guerra de mamona, ficar apenas largatixando no sol, ser bicho, uivar para a Lua, apurar nosso faro, correr pelos campos, pular nos galhos, gargalhar...

Aspirar a plenitude. Sou criança, sou jovem, sou velha, mãe, guerreira, filha, cozinheira, neta, dançarina.

Sou a espada e a flor.  A borboleta das metamorfoses, do ballet das mudanças... Sou Completa, inteira...

Danço para criar... crio o meu mundo, curo minhas dores, meus sonhos, meus amores. Nesta dança sou aprendiz e sou a mestra...

Sou a Loba, 
Sou a Bruxa, 
Sou a Fada, 
Sou tudo tudo, e também posso ser nada...
Me desfaço no som, e me recrio a cada passo, 
Sou Inteira, 
Sou Rubra, 
Sou Rosa, 
Sou a Deusa, 
Sou eu mesma, do meu jeito, dos meus feitos, dentro e fora do meu peito. 
Sou Sagrada. 
Sou Mulher.


sábado, 8 de outubro de 2011

Foi Amor!




Foi Amor!
Quando seus olhos se encontraram
Foi Amor!
Quando falaram sem falar
Foi Amor!
Quando por fim se aproximaram
Foi Amor!
Quando saíram para jantar
Foi Amor!
Quando ele disse o que sentia
Foi Amor!
Quando ela disse,eu vou pensar
Foi Amor!
Quando ela disse o que pensava
Amor bonito foi aquele amor!

Foi Amor!
Quando serenos namoraram
Foi Amor!
Quando a certeza os envolveu
Foi Amor!
Quando ela disse que era dele
Foi Amor!
Quando ele disse e eu sou seu
Foi Amor!
Quando avisaram seus amigos
Foi Amor!
Quando ela disse eu vou me casar
Foi Amor!
Quando as famílias se abraçaram
Amor bonito foi aquele amor!

Foi Amor!
Aquela tarde na igrejinha
Foi Amor!
Aquele sim naquele altar
Foi Amor!
Aquele choro de alegria
Foi Amor!
Aquela paz e aquele lar
Foi Amor!
A cada filho que nascia
Foi Amor!
Quando cresciam sem parar
Foi Amor!
Quando também eles se amaram
Amor bonito foi aquele amor!

Foi Amor!
Quando felizes festejaram
Foi Amor!
Aquela dor que machucou
Foi Amor!
As tantas vezes que brigaram
Foi Amor!
Quando a ternura perdoou
Foi Amor!
Quando os cabelos branquearam
Foi Amor!
Quando a idade enfim chegou
Foi Amor!
Quando chegaram vitoriosos
Amor bonito foi aquele amor!

Choveu até demais
A casa não ruiu.
A casa não ruiu...
E não perdeu  paz!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Carta aos jovens




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Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
Ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,
Mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar
E que saibam namorar na pureza e castidade,
               Ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos,
Santos do século XXI
Com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
E as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo
Se santifiquem no mundo,
Que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola
E comam hot dog, que usem jeans,
Que sejam internautas, que escutem dis man.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia
E que não tenham vergonha de tomar um refri
Ou comer pizza no fim de semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema,
De teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis,
Abertos, normais, amigos, alegres,
Companheiros.
“Precisamos de Santos que estejam no mundo;
E saibam saborear as coisas puras e boas do mundo
Mas que não sejam mundanos"

João Paulo II

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Como minha vó dizia...





A vida no sertão
Era uma lição.
As criança aprendia,
Desde pequena
A ter esperança no hoje
Porque do amanhã...
Pouco se sabia.

A seca era dura.
A estiagem,
Nossa companheira!
Nosso maior sonho?
Uma chuvinha,
Mesmo sendo passageira.

A vida no sertão,
Era que nem dos ciganos.
Andávamos todos os dias
Nos mudando para novos enganos.

Meu menino só dizia
Que jagunço igual ao pai,
Seria.

Pobre garoto!
Foi-se antes de concretizar
O que queria.

No sertão a fome é rija
E os sonhos,
Utopia.

Viemos para São Paulo
Buscando melhores dias.
E deixamos para trás
O meu sertão,
No interior da Bahia.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Começar de novo.





Voltar a estudar, resolver mudar para a profissão dos seus sonhos, não necessariamente a mais lucrativa, sair da segurança da casa dos pais e passar a escrever a sua própria história...
Tantos meios de se recomeçar a vida.

O engraçado é o ‘começar' uma relação.

Sabe quando você sente em cada artéria, em cada veia, o sangue a acelerar sua velocidade e percorrer todo o nosso corpo na metade do tempo que normalmente levaria? Sem estar correndo, ou fazendo outra atividade física... Apenas a observar alguém se aproximar.

Sim! Alguém! E me permitam dizer, um alguém inigualável!

Poucas são às vezes na vida em que sentimos plena certeza de algo. E confesso, nem mesmo eu havia experimentado tamanho sentimento.
Talvez o problema desse ‘começar’ seja a insegurança. Estamos tão acostumados a cair, que esperamos sempre o próximo tombo. Quando tudo está dando certo, paramos e concluímos: “há algo errado!”.

Será de natureza humana esse medo? Ou a natureza nada tem a ver com isso e seja apenas mais um dos neuróticos problemas da humanidade?

Uma coisa é fato! Oh Amor... Amor... Amor! Tendes angustiado muitos poetas, que buscam em ti significados. E essa busca os levam a um lado empírico, pois não devem se preocupar com o significado dos sentimentos, como o próprio nome diz, ele deve ser sentido,  não traduzido ou compreendido.

A um poeta em especial, o ‘alguém’ a quem tanto anseio, peço-lhe paciência. Pois se tu estás a aprender a amar, eu também estou. Como digo, desta vida, sou apenas uma reles aprendiz.



A essa palavra ‘Amor’, informo-lhe que das vezes em que eu a proferi inocentemente, jamais encontrei significado. Mas ao seu lado, descobri nela um sentido, uma beleza avassaladora, uma vontade grandiosa de ser... EU! E estar com você.
Meu poeta não me importa se queres se tornar um nobre ou um camponês. Encorajar-te-ei!  Para que realizes todos os seus sonhos. Deus me permita poder sempre ajuda-lo.
Os meus sonhos? Encontrá-lo era o mais secreto deles. Os demais, são planos!
Como todos, tenho medo. Mas por você, resolvi recomeçar. Pois tens me dado força para enfrentar essa grande luta chamada vida. O calor de seus braços me transmite segurança, e seu olhar... O olhar, espelho da alma! Vejo-me através dele.

“Já não há mais talvez...”

Apenas espero que não me deixes morrer no mar para salvar seus versos.

“Agora eu sei, exatamente o que fazer, vou recomeçar! Poder contar com você!”
Chorão.
 
Aos temerosos, ousem! Pois cautela não é sinônimo de covardia.

“Um novo caminho, uma história, dessa vez, escrita por cada um de nós.”

Não faça de sua vida um rascunho, pois não poderá passá-la a limpo!

Covarde não é aquele que chora por amor... E sim aquele que não ama por medo de chorar!

Agora chega de clichês. E vamos apenas...
#Recomeçar!


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Que será,será!




When I was just a little girl,
I asked my mother, 'What will I be?
Will I be pretty?
Will I be rich?
Here's what she said to me:

Que Sera Sera,
what ever will be, will be;
The future`s not ours to see.
Que Sera Sera,
What will be, will be

When I grew up and fell in love,
I asked my sweetheart, what lies ahead,
will we have rainbows
day after day?
Here´s what my sweetheart said:

que sera, sera,
whatever wil be, will be
the future's not ours to see.
que sera, sera,
what will be; will be

Now I have children of my own
they ask their mother what will I be
will I be handsome?
will i be rich?
I tell them tenderly

que sera, sera,
whatever will be, will be;
the future's not ours to see.
que sera, sera,
what will be, will be.

Que sera, sera

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Da Reflexão dos Justos.





Foi trabalhar para todos,
E vede o que lhe acontece!
Daqueles a quem o servia,
Já nenhum mais o conhece!
Quando a desgraça é profunda,
Que amigo se compadece?

Tanta serra cavalgada,
Tanto palude vencido,
Tanta ronda perigosa em sertão desconhecido!
E agora, um simples alferes louco,
Sozinho e perdido.

Talvez chore na masmorra,
Que o chorar não é fraqueza!
Talvez se lembre dos sócios desta malograda empresa!
Por eles principalmente,
Suspirará de tristeza.

Sábios, ilustres, ardentes...
Quando tudo era esperança!
E agora...
Tão deslembrados, até de sua aliança.
Também a memória sofre,
E o heroísmo também cansa.

Não choram somente os fracos!
Um dia o mais destemido e forte,
Se pergunta,
Contemplando a humana sorte,
Se aqueles por quem morremos,
Merecerão a nossa morte.


Foi trabalhar para todos...
Mas, por ele, quem trabalha?
Tombado fica seu corpo,
nessa esquisita batalha.
Suas ações e seu nome,
por onde a glória se espalha?


Ambição gera injustiça.
Injustiça, covardia.
Dos heróis martirizados
nunca se esquece a agonia.
Por horror ao sofrimento,
ao valor se renuncia.

E a sombra de exemplos graves,
Nascem gerações opressas.
Quem se mata em sonho, esforço,
Mistérios, vigílias, pressas?
Quem confia nos amigos?
Quem acredita em promessas?

Que tempos medonhos chegam!
Depois de tão dura prova?!
Quem vai saber no futuro,
O que se aprova ou reprova?!
De que alma será feita,
Essa humanidade nova?

(Cecília Meireles)



O que é Estilo?



Esses dias me perguntaram o que é estilo. Como nem sempre possuo uma resposta na ponta da língua, pedi um tempo para formar minha opinião, e posteriormente, dar uma resposta.

Bem, segundo o meu ver:

Estilo é o que faz de você único. É o seu modo de dizer ao mundo “Sou Singular”.
Por isso mesmo, o estilo é mais do que uma maneira de se vestir: é um modo de ser, de viver e de agir. São suas escolhas particulares, suas preferências, desejos, humores e até mesmo suas fantasias. Estilo são os modos, não as modas e os modismos.
 A moda é uma proposta da indústria. O estilo é uma escolha pessoal.
Embora possa parecer estranho, na verdade o estilo não tem muito a ver com a moda. Ela passa, o estilo permanece.
Como disse uma vez o estilista italiano Giorgio Armani – “O estilo está acima da moda. Usa suas ideias e sugestões sem aceita-las todas. Um homem ou uma mulher de estilo jamais modificam radicalmente seu jeito de se vestir em função da moda”.
Diante de tantas e tão variadas ofertas da moda, o estilo entra e se impõe. Faz suas escolhas, elege alguns itens, dispensa outros. Seleciona, separa, organiza, até ficar com o que combina com os seus traços – resgata apenas aquilo que se parece com ele.
Mas ter estilo não se resume no ato de escolha. Tem de ser uma escolha proposital, informada, precisa. Senão, qualquer um teria estilo. Afinal, todos escolhem, de uma forma ou de outra, como vão se vestir, como vão se apresentar, sua maneira de viver...
Ora, mas é justamente neste ‘de uma forma ou de outra’ que está a diferença!
Mais do que o ato de escolher, quem tem estilo faz um depoimento de si mesmo, com nitidez.

“Como as Mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido...”
Manuel Bandeira.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lenda Árabe.







Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.

O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:


Hoje meu melhor amigo me deu uma bofetada no rosto.

Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu em uma pedra:


Hoje meu melhor amigo salvou minha vida.

Intrigado, o amigo perguntou:

- Por que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de borrar e apagar a lembrança. Por outro lado, quando nos acontece algo de grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória e do coração onde vento nenhum em todo o mundo poderá sequer borrá-lo.