quarta-feira, 30 de novembro de 2011

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Palavras. Meramente ilustrativas.

Ultimamente tenho convivido com uma criança que está a me ensinar que palavras são meramente ilustrativas. Esta doce criança, foi desprovida da fala e pouco escuta.

Entretanto, comunica-se mais do que todos nós!

Através de Libras? Você me pergunta.

Pode-se dizer que sim. Mas essas ‘libras’ também são denominadas gestos universais. E não precisamos de um curso específico para entendê-los.

Através de seu olhar percebemos suas emoções. E pelos gestos, ele informa suas proezas em um divertido dia de aula.

Seu sorriso demonstra a felicidade de sentir-se em paz, de poder correr e brincar com outras crianças, de ter um tratamento que lhe permita evoluir os sentidos. Não que isso se faça necessário, pois ele conquistou sua autonomia. Ninguém há de vir falar que ele não tem a capacidade de ficar entre crianças denominadas normais. Pois ele, a cada dia, demonstra-se mais normal do que cada um de nós.

E, a sua maneira, ele se faz entender perfeitamente.

Eis uma das palavras-chave da vida:

- O silêncio.

Pois através dele... Podemos dizer qualquer coisa.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Amor jamais acabará!



Mesmo sendo pequenina, sem cortinas e sem cor.
Esta casa vai ser linda, se o amor for o construtor.
Não será um palacete, nem será uma mansão.
 Esta casa pequenina, é o vosso coração!
<3



...Na alegria e na tristeza,
Na saúde e na doença,
Na riqueza e na pobreza.
Amando-te,
Respeitando-te,
Por todos os dias de nossas vidas!




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Natureza de Cada Um.





Um escorpião necessitava chegar ao outro lado do lago, não vendo jeito,avistou um sapo.
Aproximou-se do mesmo e o indagou:

_ Senhor Sapo, poderia por gentileza levar-me, até o outro lado do lago, em cima de suas costas?
O sapo, um tanto desconfiado, respondeu com uma pergunta:
_ E se eu o leva-se, como saberei que não irá me picar?          
Astuto e pronto o escorpião responde:
_ Como poderia fazer tal coisa em meio ao lago? Morreríamos afogados os dois!

Percebendo que, de certo modo, havia veracidade e lógica no conceito do escorpião, o sapo se pôs a levá-lo até o outro lado do lago.

De nada surpreendente, chegando a beira do lago, já do outro lado, o escorpião não se conteve e pico o velho sapo.
Já desgastado e sem reação, o sapo perguntou:
_ Por que você me picou?
Certo do que fizera, respondeu o escorpião:
_ Não pude me controlar, é de minha natureza!!!

...

Algum tempo depois, no mesmo lago, o escorpião necessitava atravessar de volta, avistou o sapo e indagou:

_ Desculpe incomodá-lo senhor Sapo, poderia por gentileza, levar-me ao outro lado?
Conhecedor desta história, o sapo respondeu com uma pergunta:
_ Se eu leva-lo como saberei que não irá me picar?
O Escorpião:
 _ E como poderia? Caso o faça morreremos os dois em meio ao lago.

Prontificou-se então o sapo a levar o escorpião em suas costas, mas como de esperado, aproximando se do outro lado, o escorpião enfiou seu veneno em uma profunda picada no sapo, retirando seu folego, restando ao sapo um último sopro...

Envergonhado, desta vez quem perguntou foi o escorpião:
_ Se sabias que eu iria picá-lo, por que, me ajudou?

Em seu último coaxar, no pôr do sol do lago, naquele dia respondeu o sapo:
_ Desculpe, não pude me controlar, é minha natureza...




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Você é...



Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Caraguá, Maresias, Prainha Branca, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com sua mãe, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo os que mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que têm, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ganhar a Vida





Resolvi escrever sobre as pessoas que ‘ganham sua vida’ com um trabalho honesto. E sempre antes de começar a dissertar, procuro me informar sobre o assunto.
Então coloquei na caixa de pesquisas do Google: “Ganhar a Vida”.

Os resultados da pesquisa?

- ‘Como ganhar dinheiro na net’
-‘Renda extra’
-‘É possível ganhar a vida sem vender a alma?’

(...)

Fiquei embasbacada com a distorção dos conceitos!

A meu ver, as pessoas que, de fato, ganham suas vidas, são aquelas que superam grandes traumas, são aqueles pais de família que trabalham de sol a sol para colocar comida na mesa, e, fazem questão que seus filhos conquistem um futuro melhor que o deles.

Ganham, sim, a vida, aqueles não têm medo de lutar pelo seu sonho.  Entretanto, mais dignos dela, são aqueles que desistem de seus anseios em prol do sustento de sua família.

Um artista de rua ganha sua vida ao ver o público gostar da sua arte. Um voluntário ganha sua vida ao ver o sorriso das crianças ao ganharem alguns brinquedos usados. Uma mãe ganha sua vida ao ver seu filho crescer.

Não. Ninguém ganha a vida com dinheiro fácil, uma renda extra ou ‘vendendo sua alma’.

Queira um bom status, deseje um futuro melhor. Mas saiba o que fazer com ele!
Ganhamos nossa vida a cada manhã, a cada novo recomeço chamado ‘dia’, a cada novo amigo, a cada elogio, a cada crítica construtiva, a cada ‘eu posso melhorar’.

Vá, pois. E ganhe sua vida!

#pensandoEmVozAlta.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ensinamentos de Mãe.



Se algum dia eu tiver uma filha, vou ensina-la que príncipes encantados existem sim! Mas não como nos livros ou nos contos de fadas. O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes não tem um cavalo branco, ou até um carro, mas isso não importa. Ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você.
O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas, roupas de gala, pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoa-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil, e tratá-la com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa.
Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil... Alguns sapos se disfarçam para enganar a princesinha. Ela se decepcionará, terá o coração partido muitas vezes, pensará que jamais poderá juntar os pedacinhos... Mas quando encontrar o verdadeiro príncipe, saberá. Pois ele a fará sentir-se como uma verdadeira princesa.
 E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe, de pai.


Ser Mulher





Eu sou feita de carne, osso, curvas, sangue, desejos e vontades, sonhos, amores... de fases e ciclos. Sou o movimento de ser... ser simplesmente eu. 
Sou feita de agua, de ar, fogo e terra, sou a noite e também o dia, amo profundamente mas não provoque o meu o outro lado, que ele existe e é tão poderoso quanto meu amor.
Tenho mil nomes, muitas faces e infinitas possibilidades, quando me vejo em cada mulher, em cada fêmea, em cada quadril, a cada ventre que cria e re-cria sua história todo mês, em rubro e rosa.

Movimento da vida, movimento da morte, o ciclo do renascimento. Giros e rodopios, ondulações, movimentos que trazem o equílibrio traduzindo o Amor em nossos corpos... Verto-me em prazer. Êxtase...

Bolinhas de sabão, brincar na lama, guerra de mamona, ficar apenas largatixando no sol, ser bicho, uivar para a Lua, apurar nosso faro, correr pelos campos, pular nos galhos, gargalhar...

Aspirar a plenitude. Sou criança, sou jovem, sou velha, mãe, guerreira, filha, cozinheira, neta, dançarina.

Sou a espada e a flor.  A borboleta das metamorfoses, do ballet das mudanças... Sou Completa, inteira...

Danço para criar... crio o meu mundo, curo minhas dores, meus sonhos, meus amores. Nesta dança sou aprendiz e sou a mestra...

Sou a Loba, 
Sou a Bruxa, 
Sou a Fada, 
Sou tudo tudo, e também posso ser nada...
Me desfaço no som, e me recrio a cada passo, 
Sou Inteira, 
Sou Rubra, 
Sou Rosa, 
Sou a Deusa, 
Sou eu mesma, do meu jeito, dos meus feitos, dentro e fora do meu peito. 
Sou Sagrada. 
Sou Mulher.