quinta-feira, 22 de novembro de 2012



Diante das incertas certezas incessantes desta vida...
Depois de Einstein, Freud e Camões perderem seu sentido...

Quando tudo parece perdido... Nada faz mais sentido...
Quando as lágrimas começaram a cair... E eu apenas queria me esconder...

Ele apareceu.

Eu não havia chamado... Nem sequer comentei nada...

Ele apareceu como que um anjo... E me abraçou.
Ficou ao meu lado a todo o momento...

Mas puxando pela memória... Ele sempre estava lá.
Sempre me ajudou, me socorreu, me acompanhou...

Não me lembro da vida antes dele... Não faz sentido lembrar.

Ouriços, Titãs, vitaminas de maçã, francês, musicas, missas, despertadores, biblioteca, teatro, I thank you child, chocolates (mtoos chocolates), pulseiras trocadas, bingo (pingo no pé? Nove é!), trabalhos, estágio, provas, facul, beijos, sangue, amigos, passeios, comidas, famílias, deputância, festinha (quase) surpresa, livro de receitas, feriado,...

E tantas outras coisas que com ele quero passar!

Aqueles olhinhos de jabuticaba... Aquele toque suave e forte... Aquele cheiro de Leonardo... Aqueles lábios... Aquela pele... Aquela voz...

Aquele homem maravilhoso que faz, por mim, o que ninguém jamais fez.
Homem! Homem da minha vida! Que faz minhas pernas estremecerem com seus beijos...
Que me ampara e me faz dormir em seu colo...

Meu leãozinho! Sabe ser forte e rude como um leão. Impõe seu lugar, é teimoso, cabeça dura... Mas nada que uma leoa não saiba resolver com muito amor e carinho...

Sei que, para ele, ficar comigo não é tarefa fácil... Sei que talvez eu não o mereça... Que sou muito pouco para ele...

Mas eu o amo. Amo como nunca amei.
Não é aquela paixão desenfreada, tão pouco um amor ardente e de palha... Não é carinho ou desejo...

É um amor puro e verdadeiro. Um amor ardente e carinhoso com direito a desejos desenfreados. Companheirismo... confiança...

Ele é meu tudo.
Minha fortaleza e meu ponto fraco.


Ele é meu tudo. É meu mundo. É meu Leonardo!








Penso no dia em que eu puder chegar a minha casa sossegada... Banhar-me... Hidratar minha pele...
Deixar água no fogo para preparar um chá enquanto escrevo no blog... E quando pronto, encostar-me à cama para tomar meu chá e ler... Ler um bom livro... As noticias do dia... Apenas ler e tomar meu chá.

O silêncio... A abrir um leque de mistura de vozes, pensamentos, lembranças, sonhos, emoções...  Ufa! É só minha respiração... Inspira... Expira... Sistone... Diastone... Percebo a pulsação do meu peito... Respiro manualmente... E de repente... Adormeço.

Acordo assustada com um barulho na porta! Olho para o batente do quarto e vejo alguém...
Meu esposo. Chegou do trabalho e estava a me admirar cochilar...

Ele beija... Vamos jantar juntos... E depois dormir bem agarradinhos.

Para alguns pode ser a descrição de uma rotina... Para outros uma utopia ou um anseio...
Para mim é uma oração. Um desejo de estar em paz, de amar em paz.

Para mim, isso significa um Feliz Natal.




domingo, 16 de setembro de 2012

Tem papelão?




Mais um dia de trabalho... Acordo cedo, ajeito meu carrinho e vou por essas ruas.
Onde vou? Vou de loja em loja, passo por cada estabelecimento comercial que vejo, e pergunto para quem estiver na porta: "-Tem papelão?"

Antes de ir para o batente deixo meus filhos na escola... Quero que estudem! Que se dediquem! Quero que tenham um futuro bom... Melhor do que o meu. Não tenho vergonha do que faço! É o que me dá condições para alimentar minha família. É um trabalho honesto!

Meus filhos? Eles não têm vergonha de mim,não. Sabem que a mãe faz o que pode por eles!
Mas eu também sei que não é fácil ter uma mãe catadora... Eles sofrem com isso.

As vezes eles querem comer algo diferente... Ou precisam de alguma coisa que não tenho condições de dar...

Tem mês que junto bastante papelão e até consigo um dinheirinho a mais... Aí eu compro um agradinho para eles... Mas é difícil, sabe?!

Agora nesses dias com essa campanha dos vereador, eu vejo eles falando em construir não sei o que... Fazer clinica veterinária de graça... Vejo eles andando pelas ruas como se tudo estivesse bem...

Bom, para eles, as vezes tudo está bem mesmo...

Pela que não enxergam seu redor... Enquanto eles desfilam e fazem campanha... Eu continuo meu trabalho... Sofrido sim, mas honesto. E vou de loja em loja, para ganhar meu pão de amanhã... Perguntando para quem na frente encontrar: "-Tem papelão?" 

domingo, 15 de julho de 2012

Pátria Amada...




- Você daria sua vida pela Pátria?
-Não.
-Não.
-Jamais!

E você?
-Eu daria.

-"""Por quê???"""

-“Por que a pátria não é essa oligarquia de corruptos que se diz uma república democrática. A pátria é feita pelos muitos brasileiros que levantam cedo para trabalhar e tentar dar uma condição de vida boa para sua família. A pátria são as crianças que possuem sonhos de um futuro melhor. São as pessoas honestas que são sufocadas pelo sistema.
A pátria... Somos todos nós.”

domingo, 8 de julho de 2012

The Iron Lady



“Eu nunca vou ser uma dessas mulheres que ficam caladas e bonitas ao lado de seus maridos.
Ou distantes e sozinhas na cozinha lavando a louça.
A vida tem de ser importante.
Além da cozinha, da limpeza e dos filhos.
A vida deve significar mais do que isso.
 Não posso morrer lavando uma xícara de chá." 





“Cuidado com seus pensamentos pois eles se tornam palavras
Cuidado com suas palavras pois elas se tornam ações
Cuidado com suas ações pois elas se tornam hábitos
Cuidado com seus hábitos pois eles se tornam seu caráter
E cuidado com seu caráter pois ele se torna o seu destino
O que nós pensamos, nós nos tornamos”



Margaret Tatcher

STOP!


Não queira parar o tempo...
Deixe o tempo correr!


Deixe a flor desabrochar,
A mágoa passar,
A água do rio se renovar.


Deixe o inverno chegar,
A primavera se esgotar,


E o ciclo, novamente,
Recomeçar.



Ser Mulher...



Ser Mulher...

E viver mil vezes em apenas uma vida. É lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora. É estar antes do ontem e depois do amanhã. É desconhecer a palavra consideração apesar de seus atos.





Ser Mulher...

É caminhar na dúvida cheia de certezas. É correr atrás de nuvens num dia de sol. É alcançar o sol num dia de chuva.


Ser mulher...

É chorar de alegrias e muitas vezes sorrir com tristezas. É acreditar quando ninguém mais acredita...




Mulheres fracas, fortes... Não importa!


Sempre mostram que mesmo através da fragilidade são guerreiras o bastante para erguerem sempre a cabeça, sem desistir. Pois sabem que são capazes de vencer.


 Possuem a delicadeza das flores, a força de ser mãe, o carinho de ser esposa, a reciprocidade de ser amiga, a paixão de ser amante e o amor por ser MULHER!






tipos de amor...





Vida
É o amor existencial.

Razão
É o amor que pondera.

Estudo
É o amor que analisa.

Ciência
É o amor que investiga.

Filosofia
É o amor que pensa.

Religião
É o amor que busca a Deus.

Verdade
É o amor que eterniza.

Ideal
É o amor que se eleva.

É o amor que transcende.

Esperança
É o amor que sonha.

Caridade
É o amor que auxilia.

Fraternidade
É o amor que se expande.

Sacrifício
É o amor que se esforça.

Renúncia
É o amor que depura.

Simpatia
É o amor que sorri.

Trabalho
É o amor que constrói.

Indiferença
É o amor que se esconde.

Desespero
É o amor que se desgoverna.

Paixão
É o amor que se desequilibra.

Ciúme
É o amor que se desvaira.

Orgulho
É o amor que enlouquece.

Sensualismo
É o amor que se envenena.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Skakespeare.



"O Próprio Sol Não Vê Até Que o Céu Clareie."


"Quando penso que tudo quanto cresce
Só guarda a perfeição por um momento.

Que palco desce mundo só oferece
Aquilo que dos astros ganha o alento;

Quando vejo que os homens como as plantas
Crescem e declinam sob o mesmo céu.

Se jactam e depois, a alturas tantas,
Decaem sem memória do que é seu.

Então toda a ilusão da impermanência
Te faz mais moço aos meus olhos agora,

Em que combatem o tempo e a Decadência
Para mudar em noite a tua aurora.

E, combatendo o Tempo por teu amor.
Se ele te toma, eu te faço maior."

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O amor acaba.



O amor acaba.

Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio;
 acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar;
 de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas;
 na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio;
 e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão;
 como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado;
 na insônia dos braços luminosos do relógio;
 e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos;
 e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão;
 às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres;
 mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia;
 no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar;
 na epifania da pretensão ridícula dos bigodes;
 nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas;
 quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar;
 na compulsão da simplicidade simplesmente;
 no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina;
 no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores;
 em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo;
 e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir;
 em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero;
 nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada;
 em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba;
 no inferno o amor não começa;
 na usura o amor se dissolve;
 em Brasília o amor pode virar pó;
 no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso;
 em São Paulo, dinheiro;
 uma carta que chegou depois, o amor acaba;
 uma carta que chegou antes, e o amor acaba;
 na descontrolada fantasia da libido;
 às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes;
e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros;
 e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York;
 no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor;
 e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados;
 e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo;
 na janela que se abre, na janela que se fecha;
 às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo;
 às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido;
mas pode acabar com doçura e esperança;
 uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor;
 na verdade;
 no álcool;
 de manhã, de tarde, de noite;
 na floração excessiva da primavera;
no abuso do verão;
 na dissonância do outono;
 no conforto do inverno;
 em todos os lugares o amor acaba;
 a qualquer hora o amor acaba;
 por qualquer motivo o amor acaba;
 para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

O amor começa...



O amor começa, no primeiro e modesto elogio que antecede o primeiro beijo; nos centavos dispensados no presente cheio de carinho e intenções, na carta nunca entregue, no correio eletrônico que se apaga e na foto de perfil e risos que se rouba sem consentimento.

Começa úmido na chuva que se pega depois da conversa longa, no caminho estreito e breve entre a inocência e o colégio; e enorme ele começa e se estreita, egoísta, afoito na paixão cega, inconsequente e infinita, cultivada no primeiro minuto de contemplação.

            Pode começar o amor nas amêndoas dos olhos mais bonitos do rosto mais bonito, nos despudor da nudez, na imensidão dos cílios; na severidade dos braços que se buscam e se repelem como dois dançarinos sem treino. Na poesia natural e inconsolável dos pôr-do-sois, nos laranjas e anis distantes e altos, como as esperanças dos mais simples; do belisco da lua no negror do mar noturno; nos bosques, nos tempos imarcescíveis dos parques.

            Entre uma supernova e um eclipse, na décima segunda casa de Saturno, no Zodíaco, entre a força de Sagitário e fúria de Gêmeos pode o amor nascer. Pode iniciar de repente no final de uma rima mal feita de um poema esquecível e na canção feia cantada de improviso.

            Começa com o estagiário novo e a secretaria, da impressão que se tenta causar, no preciosismo das palavras, no pensamento correto e do alinhamento minucioso das saias do uniforme no segundo dia; e depois do expediente talvez o amor comece como uma hora feliz e depois demissão.

 Com certeza com flores recém-compradas e bombons sortidos tal qual o gosto de muitos beijos. Mas na santidade do silêncio também se começa o amor, imperativo e incontrolável como a criança obstinada por um agrado, carente, impaciente e modesto.

Como um vulto, da noite começa, envolto num enigma, com milhares de luzes vindo de todas as partes, na profundidade dos salões, no neon incômodo aos olhos, pousados em longos sofás de couro.

 Na periculosidade nos bares, nos goles reprimidos de conhaque, no balé, depois da dança e entusiasmo; virtualmente ele nasce, através de milhas de cabos ópticos, que não se veem; solitariamente, a sós, entre as vogais de um teclado e um cumprimento, nas ruas, numa esquina, por exemplo, em algum momento entre a distração e o êxtase, o corpo freme e o amor começa.

            Quando o tempo para, o amor começa. Quando imprevisível muda e previsivelmente no principio da primavera, depois das quedas de folhas e arrepio, no inverno, no verão talvez, em Paris sempre, até na República Popular da China e no Kuait.

Começa o amor, na verdade, na surpresa, entre duas ou mais pessoas, num fumante a perguntar por fogo, por interesse, depois da primeira noite de luxúria e espasmos, na viuvez, quando acaba o ódio, na admiração; sob qualquer pretexto, a contragosto, sem qualquer virtude, de forma imediata e irrepreensivelmente o amor começa.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sensacionalismo Musical.





"Você não tem que ser maior que a música, deves servir a música. Fazer parte dos instrumentos."



Durante meu curto percurso de vida, eu sempre busquei certo aprimoramento musical.
Não sou nenhuma profissional do ramo, mas tão pouco me considero uma leiga.
Digamos que eu seja uma apaixonada por música. Apenas.

A partir de meados da década de 90 até hoje, passou a persistir uma banalização musical. E o sensacionalismo desta banalização tornou-se normal.
Não sei se você já parou para prestar atenção na sonoridade das músicas atuais. Elas são, todas, muito parecidas.

Não me venha com essa de ‘mesmo estilo’, porque Legião Urbana e Frejat possuem o mesmo estilo (Pop Rock), e o arranjo musical, a melodia, ... A riqueza das musicas são diferentes, apesar de pertencerem ao mesmo estilo.

O funk, o pagode, o sertanejo universitário e o rock ‘teen’ são alguns exemplos dos estilos mais afetados por esse ‘vírus’.

Não estou a criticar... Eu também ouço essas musicas, e gosto delas.
Porém, sinto falta do desafio. Sinto falta da complicação de um arranjo bem orquestrado, de uma melodia diferente, de uma letra pura, criativa... Sinto falta da emoção ao cantar.

Alguns cantores atuais, não por pretensão, mas por falta de discernimento, aparentam ser maiores que suas musicas. E você deve servir a música, ser mais um de seus instrumentos... E não sobressair-se a ela.

Felizmente, ainda existem cantores (e letras) incríveis.
E sempre devemos olhar de formas diferentes as musicas dançantes das apreciativas. Isso é fundamental.

O talento existe, o que falta, é seu aprimoramento.

Kisses Guys!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Só nos resta cantar.





No Brasil, de uns anos para cá, no que diz respeito à educação, à moral e à ética, entre outros valores necessários ao bom andamento da convivência social, foram por água-abaixo.

Isto acontece em todos os segmentos da sociedade dita organizada. Encabeçando a lista de horrores está o “entretenimento”.
As emissoras de rádio e televisão, que entram sem nenhum controle em todos os lares brasileiros passam informação barata e altamente descartável sem o menor nível intelectual , pelo contrário, incentivam, não apenas o popularesco, mas também e sobretudo, privilegiam os comportamentos cada vez mais perniciosos para a população em geral, carente de valores. 


Exemplo disto são as rádios, antes ouvidas com gosto por todos (eram tantas e de tão boa qualidade que ficava difícil escolher qual ouvir) hoje não possuem a mesma categoria, nem musical nem publicitária. O velho e gostoso rádio virou enfeite na estante da sala. Cadê aquelas músicas altamente selecionadas, aqueles locutores por quem a gente se apaixonava só de ouvir a voz, nossos galãs românticos?

Tudo isso trocado por custo barato, por audiência fácil. Não quero parecer elitista, mas é preciso que os gerenciadores da mídia radiofônica repensem essa questão e dê um “up” neste velho e maravilhoso meio de comunicação.

Que tal ressuscitar nossos galãs? Público de bom-gosto ainda tem, música também ou será que esta faixa de pessoas não merece consideração? 
A grande maioria sustenta-se na má qualidade, nas notícias sangrentas, nos papos sem-graça, em músicas de conteúdo erótico-pornográfico, trazendo em seu bojo apologia às drogas, às traições conjugais, colocando as mulheres de forma degradante, como se não tivessem nascido de uma. Elogios aos bandidos que são descaradamente transformados em “mocinhos”, ricos, lindos e audazes.

Infelizmente temos que conviver com estes absurdos todos os dias. E a sociedade despencando, as crianças crescendo sem motivação emocional positiva, os jovens achando que matar é a coisa mais normal do mundo, roubar nem se fala, que sexo aos doze anos é normal, que sacanagem é tudo. 

Total menosprezo. Pobres jovens usados como bucha de canhão na guerra pela audiência de emissoras de rádio e televisão, pelas gravadoras inescrupulosas entre outras mau-caretices do gênero.
Música é algo mágico , que fala das belezas e da existência humana de maneira digna e não um amontoado de palavras que instigam violência , crimes ou festas regadas a bebida e drogas.

Festa e namoro são coisas saudáveis . O que não se pode concordar é que seja veiculado na mídia o sexo banal, explícito, o comportamento promíscuo que todo mundo sabe que leva a degradação moral de um povo.
Modernidade sim, mas limites são necessários. Temos que admitir; o Brasil está na contramão e caminha na estrada errada na parte musical também.
Mas o que mais vende e mais toca nas rádios de hoje é lixo puro e o pior é que a maioria aplaude. 

Fazer o quê?
"Um país se faz com homens e livros" - dizia Monteiro Lobato.
Mas será que esta gente de poucos escrúpulos e nenhuma cultura sabe quem foi esse cara aí?


Ela.
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Desejo.





Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar
E porque a vida é assim.

Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo.

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor.

Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta.

Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem.

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar.

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar.
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar.

Victor Hugo.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Somos peregrinos ou turistas nesta vida?





O psicólogo Yves de La Taille fez esta pergunta para poder explicar sua tese sobre nossa vida moderna.
Peregrino ou Turista... Ambos são viajantes. O que os diferencia são seus objetivos de viajem.
Para o peregrino, a viagem é sua vida. Ele está em uma constante busca. Já para o turista, a viajem nada mais é que um passeio, um fragmento de sua vida que se somará a muitos outros.
E com esta breve sintaxe vamos estender esse raciocínio para que possamos responder a pergunta inicial.

FRAGMENTOS – ouvirás muito esta palavra no nosso desenrolar filosófico.

O nosso tele jornal de todos os dias, é feito de fragmentos.
Mal nos acostumamos com uma notícia e já nos informam outra com a mesma frieza que cortam seu bife.
O conhecimento é puro, a informação é fragmentada.

E a nossa vida cotidiana? Ela é uma seqüência de eventos ou o desenrolar do tempo?
Vivemos um eterno presente, um hedonismo pragmático.
Nosso ritmo de vida se desequilibrou.
Por exemplo, não conseguimos ficar sem olhar nosso celular/e-mail/ rede social/...
O que haveria de tão importante para não podermos ficar 12 horas sem acompanhar, dar notícias, ou postar algo?

Uma teoria que se aplicaria a este desenrolar é o “Conceito do Enxame” do grande sociólogo Bauman.
Nele, Bauman diz que um enxame é uma grande estrutura social, e o que importa, é o que está dentro do enxame (ou quem está dentro do enxame).
Se você não participar das movimentações, perderá seu lugar. E aí, aparece nosso medo da exclusão.
Os relacionamentos modernos podem entrar nesta teoria do enxame.
O ‘ficar’, e até mesmo os relacionamentos mais ‘sérios’.
As pessoas não avaliam mais ‘o todo’, elas percebem apenas os fragmentos.
Hoje em dia jamais seria possível existir uma história semelhante à de Romeu e Julieta.
Nosso amor não supera obstáculos. Para reinar, ele precisa que grande parte de seus fragmentos sejam belos e felizes.

-SOMOS TURISTAS!-

Viajamos, e esquecemos. Esquecer, hoje, talvez, seja mais importante do que aprender.
Vivemos de fragmentos associados. Uma seqüência de eventos. Absorvemos o que achamos necessário e descartamos os demais. Vemos as coisas acontecerem e passamos por elas como se não fizéssemos parte daquela realidade. Estamos sempre dispostos (mesmo que inconscientemente) a passar pelos fragmentos, esquecê-los, e correr atrás de outros.

E essa sociedade é Boa? Somos felizes? Fragmentados?
Sofremos de Tédio! (Tédio = Vida Vazia)
Um tédio existencial... Não vemos sentido nas coisas... No nosso caminhar.

Por isso buscamos ocupar nosso tempo. Essa nossa busca por inclusão, divertimento... Nada mais é do que Tédio!

O ócio, o saber fazer nada é uma arte! Tornou-se um desafio! É muito complicado...

Um dos maiores males de nosso tempo é a depressão, que nada mais é que um sinal de vazio, quando falta o ‘sentido’ da viagem.

Um dos maiores erros de nossas instituições de ensino é ensinarem a resposta, sem discutirem a pergunta.

E o conhecimento não faz sentido sem a dúvida inicial.

Uma solução? Olhe para dentro de si, encontre seu equilíbrio, e saberás a resposta.
Busque ser um peregrino, e, não um turista.


Ela.
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