sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nonno




Quando eu era pequena, costumava chamar meu avô de “Dito pussive”.
 Seu nome era Benedito, e quando ele fazia (ou deixava de fazer) algo que incomodava minha avó, ela sempre falava: “Mas será possível Dito!”  E em minha interpretação mal concebida, este era o nome dele!

Lembro-me que após o almoço, depois dele alimentar as criações do sítio, ele se deitava no sofá e cochilava. Um breve descanso para recompor as energias e ir cuidar das plantações.

Num certo dia, enquanto meu avô repousava no sofá, encontrei um batom vermelho ali por perto e resolvi deixar meu querido vovô ‘arrumado’.

Sim, pintei seu rosto por completo! Felizmente ele tinha um sono pesado, nem percebeu.
Quem percebeu foi minha avó!

Quando o vô acordou, foi tranquilamente até a cozinha de lenha para tomar um café e voltar ao trabalho. Nisso, minha vó levou um susto tremendo!
-“Mas será possível Dito! O que houve com você?!”

Eis que passa uma pequena correndo pela cozinha com um batom na mão e diz:
-“Viu como o Vô ficou bonito Vó?”

Ambos riram e me abraçaram.

O vô foi se lavar me chamando de ‘levada dos trinta’.
Depois me chamou para ajuda-lo no trabalho. E eu, fui.

São tantas as histórias que tenho para contar...
Por isso resolvi escrever algumas. As melhores...  ou as que eu me lembrar!
Para que se um dia minha memória vier a falar... eu ter um registro para aos meus filhos/netos poder contar.

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