quinta-feira, 26 de abril de 2012

Desejo.





Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar
E porque a vida é assim.

Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo.

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor.

Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta.

Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem.

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar.

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar.
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar.

Victor Hugo.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Somos peregrinos ou turistas nesta vida?





O psicólogo Yves de La Taille fez esta pergunta para poder explicar sua tese sobre nossa vida moderna.
Peregrino ou Turista... Ambos são viajantes. O que os diferencia são seus objetivos de viajem.
Para o peregrino, a viagem é sua vida. Ele está em uma constante busca. Já para o turista, a viajem nada mais é que um passeio, um fragmento de sua vida que se somará a muitos outros.
E com esta breve sintaxe vamos estender esse raciocínio para que possamos responder a pergunta inicial.

FRAGMENTOS – ouvirás muito esta palavra no nosso desenrolar filosófico.

O nosso tele jornal de todos os dias, é feito de fragmentos.
Mal nos acostumamos com uma notícia e já nos informam outra com a mesma frieza que cortam seu bife.
O conhecimento é puro, a informação é fragmentada.

E a nossa vida cotidiana? Ela é uma seqüência de eventos ou o desenrolar do tempo?
Vivemos um eterno presente, um hedonismo pragmático.
Nosso ritmo de vida se desequilibrou.
Por exemplo, não conseguimos ficar sem olhar nosso celular/e-mail/ rede social/...
O que haveria de tão importante para não podermos ficar 12 horas sem acompanhar, dar notícias, ou postar algo?

Uma teoria que se aplicaria a este desenrolar é o “Conceito do Enxame” do grande sociólogo Bauman.
Nele, Bauman diz que um enxame é uma grande estrutura social, e o que importa, é o que está dentro do enxame (ou quem está dentro do enxame).
Se você não participar das movimentações, perderá seu lugar. E aí, aparece nosso medo da exclusão.
Os relacionamentos modernos podem entrar nesta teoria do enxame.
O ‘ficar’, e até mesmo os relacionamentos mais ‘sérios’.
As pessoas não avaliam mais ‘o todo’, elas percebem apenas os fragmentos.
Hoje em dia jamais seria possível existir uma história semelhante à de Romeu e Julieta.
Nosso amor não supera obstáculos. Para reinar, ele precisa que grande parte de seus fragmentos sejam belos e felizes.

-SOMOS TURISTAS!-

Viajamos, e esquecemos. Esquecer, hoje, talvez, seja mais importante do que aprender.
Vivemos de fragmentos associados. Uma seqüência de eventos. Absorvemos o que achamos necessário e descartamos os demais. Vemos as coisas acontecerem e passamos por elas como se não fizéssemos parte daquela realidade. Estamos sempre dispostos (mesmo que inconscientemente) a passar pelos fragmentos, esquecê-los, e correr atrás de outros.

E essa sociedade é Boa? Somos felizes? Fragmentados?
Sofremos de Tédio! (Tédio = Vida Vazia)
Um tédio existencial... Não vemos sentido nas coisas... No nosso caminhar.

Por isso buscamos ocupar nosso tempo. Essa nossa busca por inclusão, divertimento... Nada mais é do que Tédio!

O ócio, o saber fazer nada é uma arte! Tornou-se um desafio! É muito complicado...

Um dos maiores males de nosso tempo é a depressão, que nada mais é que um sinal de vazio, quando falta o ‘sentido’ da viagem.

Um dos maiores erros de nossas instituições de ensino é ensinarem a resposta, sem discutirem a pergunta.

E o conhecimento não faz sentido sem a dúvida inicial.

Uma solução? Olhe para dentro de si, encontre seu equilíbrio, e saberás a resposta.
Busque ser um peregrino, e, não um turista.


Ela.
_

quinta-feira, 19 de abril de 2012





A Maioria das Artes exige longo estudo e aplicação, porém, a mais Bela de todas, a Simpatia, exige apenas Vontade!

Juca Pirama (trecho)





Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo Tupi.

Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.

Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
Nas ondas mendaces
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.

Andei longes terras
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimorés;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes - escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.

E os campos talados,
E os arcos quebrados,
E os piagas coitados
Já sem maracás;
E os meigos cantores,
Servindo a senhores,
Que vinham traidores,
Com mostras de paz.

Aos golpes do imigo
Meu último amigo,
Sem lar,sem abrigo
Caiu junto a mi!
Com plácido rosto,
Sereno e composto,
O acerbo desgosto
Comigo sofri.

Meu pai a meu lado
Já cego e quebrado,
De penas ralado,
Firmava-se em mi:
Nós ambos, mesquinhos,
Por ínvios caminhos,
Cobertos d’espinhos
Chegamos aqui!

O velho no entanto
Sofrendo já tanto
De fome e quebranto,
Só qu’ria morrer!
Não mais me contenho,
Nas matas me embrenho,
Das flechas que tenho
Me quero valer.

Então, forasteiro,
Caí prisioneiro
De um troço guerreiro
Com que me encontrei:
O cru dessossego
Do pai fraco e cego,
Enquanto não chego.
Qual seja, - dizei!

Eu era o seu guia
Na noite sombria,
A só alegria
Que Deus lhe deixou:
Em mim se apoiava,
Em mim se firmava,
Em mim descansava,
Que filho lhe sou.

O velho coitado
De penas ralado,
Já cego e quebrado,
Que resta? – Morrer.
Enquanto descreve
O giro tão breve
Da vida que teve,
Deixai-me viver!

Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter.
Guerreiros,não corro
Do pranto que choro:
Se a vida deploro,
Também sei morrer.

Gonçalves Dias

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Através de um Nó.





Era uma reunião na escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.

Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos finais de semana.

O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.

Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que os pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros.

O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença. Para que a cominacação se instale, é preciso que os filhos ‘ouçam’ o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras.


É por essa razão que um beijo, uns abraços, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúmes do irmão, medo do escuro,...

Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que seja um simples nó.


 " Você culpa seus pais por tudo... isso é um absurdo... São crianças como você... " Renato Russo.


Ela.
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Você pode dormir enquanto os ventos sopram?




Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria das pessoas estavam pouco dispostas a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico. Temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações.


 Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia idade, se aproximou.
-Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro.
-Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. Respondeu o pequeno homem.


Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer, e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem.


Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:
-Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
-Não senhor. Eu lhe falei, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.


Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Mas ao invés disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado... trataria depois.


Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro entendeu o que seu empregado quis dizer, então retornou para sua cama afim de dormir enquanto o vento soprava.


O que eu quero dizer com esta história, é que quando se está preparado - espiritualmente, mentalmente e fisicamente - você não tem nada a temer. Eu lhe pergunto: Você pode dormir enquanto os ventos sopram em sua vida?


Ela.
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terça-feira, 10 de abril de 2012

Fale com o cara lá de cima.




Acabei de receber a notícia de que um querido amigo sofreu um grave acidente de moto, e fará uma cirurgia na coluna vertebral nesta quarta-feira.

Resolvi escrever hoje para pedir a você aí que está lendo, que reze, ore... Não importa que crença tenha, a que tribo pertença, sua religião... Apenas reze, converse com Deus.

Peça pelo meu amigo, mas não só por ele...
Reze pela proteção de quem sai cedo de casa para trabalhar, de quem estuda a noite, volta de trem e chega de madrugada. Peça pela competência e comprometimento de quem guarda,resgata ou salva vidas. Reze por quem não se conforma com alguma perda, por quem passa fome ou frio. Peça por quem tem sede de vingança, por quem precisa de coragem para enfrentar algum problema. Reze para que as pessoas que são importantes na sua vida estejam sob a proteção de alguém maior, para que os primeiros se preocupem com os segundos e assim sucessivamente. Peça para que amparem uma criança chorando, para que ajudem uma senhora a atravessar a rua, para que cedam o acento preferencial a quem mais necessita dele. Reze por quem não te agrada, por quem te magoou, por quem não gosta de ti.
Peça por mim, por você... Reze por todos nós.

Amém.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Receitinha de Páscoa

Essa é da Vovó, hein!



Bolinho de Peixe:



  • 500 g de file do peixe de sua preferência
  • 500 g de batata cozida
  • 1 cebola picada
  • Cebolinha e Salsinha a gosto
  • 1 colher de azeite
  • 1 ovo
  • Pimenta do reino a gosto
  • Óleo para fritar

  • Modo de Preparo
  1. Cozinhe a batata em cubos com sal e deixe esfriar fora da água
  2. Cozinhe o peixe em um pouco de água com uma pitada de sal, desfie o peixe tirando os espinhos, refogue a cebola no azeite, coloque o peixe desfiado e o cheiro verde
  3. Amasse as batatas (como se fosse fazer um purê) coloque o peixe e a pimenta, junte o ovo e misture bem
  4. Com uma colher faça bolinha e frite em óleo bem quente


30 min.    4 porções.



Sucesso garantido!

A Verdadeira Páscoa.




Cá estava eu a planejar as atividades de domingo para os meus queridos baixinhos, prometi explicar-lhes a origem da páscoa.
E comecei a recordar sobre a minha infância nessa época quaresmal.
Venho de uma simples família tradicional de um distrito pequeno e longínquo. Os hábitos fazem os nossos monges.

Uma de minhas avós é carmelita, uma espécie de freira que pode se casar. A outra, é baiana. E para quem conhece algum nordestino, sabe a força de suas crenças.
Não comemos carne as quartas e sextas e sempre costumávamos acompanhar a procissão do Senhor morto na Sexta-feira da paixão.

Sábado de Aleluia... Malhávamos Judas!
Os primos reuniam-se no sitio, meu avô separava algumas roupas velhas, palha de milho... E construíamos nosso Judas Escariotes. Amarrávamos uma corda em seu pescoço, e saíamos andando pelas terras. Ao entardecer, ele era queimado em uma grande fogueira.
As crianças da Vila faziam o seu traidor e saim pedindo doces... Nós nunca tivemos este costume, apenas queríamos destruir o boneco com nossas próprias mãos.
(Obs: Desde que lemos o Evangelho segundo Judas, uma matéria da Revista S.I. de uns anos atrás, paramos com esta tradição.)

Domingo de Pascoa... Ah, o tão esperado dia.
Acordávamos cedo para procurar os nossos ovos. Se bem que em um determinado ano, nem precisamos procurar... Um ovo de 5kg fazia-se bem visto a nossa frente!
Salva esta exceção, procurávamos nossos ovos normalmente. Geralmente encontrávamos algumas pegadas feitas de trigo, ou um caminho de balas.
Comer o chocolate? Não antes de ir a missa.
Nossas guloseimas eram devoradas após o almoço em família. E acreditem, fazíamos a maior bagunça!
Minha avó sempre nos contou que Cristo ressuscitou na Páscoa. Mas a Pascoa, não era comemorada pela ressurreição de Cristo.
Deixe-me explicar:

Páscoa é o nome de uma festa judaica que, em cada ano, celebra o acontecimento fundamental da história do Antigo Testamento: a Libertação do povo de Deus do Egito, onde os hebreus viviam como emigrantes reduzidos a escravidão, e a sua passagem para a Terra prometida. Para nós, o sangue de Jesus é o penhor da nossa libertação, como o sangue do cordeiro o tinha sido para os hebreus na sua saída do Egito.

E assim, findávamos nosso momento de reflexão quaresmal. Nossa fé se renovava, pois alguém... Maior que todos nós... Se deu por nós... Só por Amor.

É, eu já sei como explicar sobre a páscoa para os meus pequenos! ^^


Feliz Páscoa à Todos!

Que seja silêncio. Mas que ecoe mais alto do que qualquer voz.




Se a Justiça vem da Lei... Cristo morreu inutilmente.


Pe. Marcelo Rossi.


Eu sou o pão, da vida o pão do céu
Eu sou o Rei dos Reis, o Salvador
Eu sou o Cristo, o filho do Deus Vivo
Me dei por vós só por amor
Este é meu corpo toma e comei
Este é meu sangue
Toma e bebei
Revesti-vos de minha força
Estejais em mim
Eis
que estou convosco até o fim
Eu venci o mundo, vos livrei do mal
Tomei vossos pecados, deixei lá na cruz
Vos livrei,
Da morte tomei vossa dor
Venha, tenha coragem, eu sou o Senhor
Este é meu corpo toma e comei
Este é meu sangue
Toma e bebei
Revesti-vos de minha força
Estejais em mim
Eis
que estou convosco até o fim...