domingo, 8 de setembro de 2013

fazei o bem...sem olhar a quem.



Sabe quando seus infortúnios resolvem aparecer todos juntos? E com eles você se recorda de infortúnios passados? E passa o dia... a semana... tentando não demonstrar que não está bem?
Bom, estou assim. Estava possessa com as dificuldades que ando passando... me lembrando das que já passei e sempre volto a passar... enfim, não ando bem.
E todos sabem que quando não consigo conter isso... eu acabo vindo aqui. E tentando liberar toda a ansiedade e angústia nessas pequenas páginas.
Hoje, saindo do trabalho, fui quietinha até o terminal de ônibus, e lá permaneci quieta perdida em meus pensamentos. Sentou-se a meu lado uma jovem senhora, mãe por sinal. Seu filho (pequeno), estava a brincar e a andar de um lado para o outro. Comecei a admirá-lo... Como normalmente faço (quero muito ser mãe). E de repente fui surpreendida. Uma surpresa amarga... e dolorosa.
A criança estava com uma sonda na garganta... as bordas cheias de sangue... e mesmo assim sorrindo e brincando... como qualquer criança faz. Sem se importar com nada.
E aquela mãe contando suas moedinhas para pagar o ônibus... Me partiu o coração.
Todos os meus infortúnios pareceram tão supérfluos diante daquilo. Daquele reles cotidiano para aquela mãe.
Eu fico mal por meus problemas sim. Porém, fico mais mal por não conseguir nem resolver os meus e querer ajudar todos os outros.
Eu choro porque existem crianças passando fome. Choro por haver velhinhos morrendo por maus tratos. Não consigo dormir as vezes pensando em quantas pessoas estão morrendo nos corredores dos hospitais.

Meu Deus... proteja-os.

Fazei o bem... sem olhar a quem.