sábado, 26 de julho de 2014

O Faroeste nosso de cada dia.




Acordo já prestando atenção na hora para não me atrasar. Nosso Faroeste Caboclo não espera ninguém... não posso abusar.

Gosto de trabalhar... de ser gentil... algumas vezes me agradecem... querem me presentear... mas só faço meu trabalho. Em nada mais posso ajudar.

E vira e mexe surgem picuinhas... fulano não gosta de ciclano... e ambos querem se confrontar. Fico no meu canto... ouvindo dos dois lados... mas sem nunca palpitar.

Quando pedem minha opinião... digo que respeito é a melhor solução. Você pode até não gostar... mas ninguém pode se envolver e se prejudicar.

Não importa o quanto eu estou cansada... ou cheia de sacolas... sempre cedo meu lugar no transporte público. E quando já estou em pé... saio perguntando quem é ou não preferencial para ceder o lugar.
São coisas que ninguém devia precisar falar.

Obrigado, por favor, com licença, boa tarde, posso ajudar... são palavras mágicas que dão até um brilho no olhar.

Como passar por uma pessoa com fome sem querer ajudar? Como ver uma injustiça e não querer lutar?
Como ver uma criança querendo aprender e não incentivar?

Não sou nenhum bicho de sete cabeças... tão pouco um ser "evoluído", estou mais para uma pessoa de um tempo esquecido... que vive a procura de encontrar seu lugar.

"...Ele queria era falar com o presidente para ajudar toda essa gente que só faz sofrer..."

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Só pra saber,Como você está?




Existem datas que nunca esquecemos. Há exatos vinte anos... houve um acidente. E no dia 15/02... o destino nos separou definitivamente.
Eu era um bebê... não senti a dor da perda. Felizmente. 
Mas durante todos os anos seguintes... passei a sentir a dor da falta.
Falta de algo que nunca tive. Falta do que poderíamos ter sido.
Hoje, tenho medo de andar de carro se o motorista exceder, mesmo que pouco, o limite de velocidade.
Entrar no carro com uma pessoa que colocou uma gota de álcool na boca então... nem pensar.
Adoro motos... sua praticidade e estilo. Mas não consigo subir em uma.
Parece que são advertências da vida.
Bom, só estou escrevendo aqui hoje... porque queria conversar um pouco com alguém.
Mas, ninguém me perguntou: "como você está?"
Então vim aqui... pros meus gestos... minha essência.
Se alguém tivesse me feito essa pergunta, eu diria: "Estou bem... Mas hoje é um dia que requer minha quietude. E um abraço"
Poderia sim, ter falado sobre... Mas não quis impor um assunto do coração... sem ter uma real oportunidade. Sem alguém querer realmente saber, como eu estou.
Era só isso. Obrigada pelas linhas lidas. 
Sinto-me aliviada e conversada agora.

Boa noite... e até outro dia.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Um pouco de Humanidade

Irônico como o que falta em nós, humanos, é um pouco mais de humanidade.



É até engraçado pensar que profissionais da saúde precisam de frieza. "O problema não é seu", como já ouvi alguns dizendo. Mas... se você está ali para atender...CLARO QUE O PROBLEMA TAMBÉM É SEU! Se não atendê-lo seu ato poderá ser visto como negligência, ausência de socorro!

Engraçado participar dos processos seletivos para um emprego. Eles sempre querem experiências, cursos de capacitação... Poxa, se ninguém der oportunidade, como existirá experiência? E os cursos são o de menos, todos possuem capacidade para aprender! Alguns mais depressa, outros não. Mas todos aprendem! Só precisam de uma chance.

Engraçado saber que os que estão no poder do nosso país, brigam pela autoridade, pelo comando. Se todos querem o bem comum, por que não se unem? E deixam de lado essa ideia de controle?

Engraçado ver que o governo não quer formar cidadãos informados, e sim leigos desatualizados. Que preferem assistir uma novena no doce pão e circo do que acompanhar os projetos vetados ou não. Do que se manifestar em prol da dignidade, dos direitos comuns que comumente pouquíssimos têm.